Mercosul & UE: oportunidades, riscos e impactos reais para o empresariado brasileiro.
- 4 de fev.
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O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro de 2026, após mais de duas décadas de negociações, e agora avança para a fase de ratificação nos Parlamentos nacionais dos países envolvidos e no Parlamento Europeu. Para que o tratado entre plenamente em vigor, ainda são necessárias aprovações formais nos dois blocos, além da superação de etapas jurídicas que podem estender o prazo por até 24 meses. Enquanto isso, a União Europeia avalia a possibilidade de aplicar partes do acordo de forma provisória, o que mantém o mercado atento às mudanças que podem ocorrer nos próximos meses ou anos.
O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 91% das importações europeias pelo Mercosul, além de ampliar o acesso de exportadores brasileiros ao mercado europeu, um dos mais relevantes e exigentes do mundo. Esse movimento tende a intensificar o fluxo comercial entre as regiões, criando novas oportunidades para empresas brasileiras que atuam com comércio exterior, logística e distribuição internacional.
Do ponto de vista das importações, o acordo deve tornar diversos produtos europeus mais acessíveis no Brasil, aumentando a competitividade e a oferta ao consumidor final. Categorias como vinhos, azeites de oliva, chocolates e queijos devem ter suas tarifas reduzidas de forma gradual, em alguns casos chegando a zero e, em outros, sujeitas a regimes de cotas. Na prática, isso pode estimular o consumo, fortalecer o varejo premium e alimentar, e ampliar as margens e oportunidades para importadores e distribuidores.
Por outro lado, a abertura comercial também representa um desafio para produtores brasileiros, especialmente em segmentos nos quais a União Europeia possui forte tradição, escala e reconhecimento de marca, como vinhos, laticínios, azeites e alimentos processados. Com a entrada de produtos importados potencialmente mais baratos e competitivos, empresas nacionais precisarão investir em eficiência produtiva, diferenciação, valor agregado, posicionamento regional e construção de marca para manter relevância no mercado interno.
Ao mesmo tempo, o acordo cria uma janela estratégica para exportadores brasileiros, especialmente nos setores do agronegócio e da indústria de alimentos, ao facilitar o acesso ao mercado europeu para carnes, grãos, café, frutas e produtos processados, reduzindo tarifas e barreiras comerciais. Nesse novo cenário, empresários brasileiros terão que adotar uma postura mais estratégica, com planejamento, inteligência comercial e visão de longo prazo, seja para aproveitar oportunidades de importação e revenda, seja para proteger e fortalecer a produção nacional frente ao aumento da concorrência.
Empresários que desejam aproveitar as oportunidades geradas pelo acordo Mercosul–União Europeia e reduzir riscos podem contar com a Prinie para apoio estratégico, posicionamento internacional e inteligência de mercado.
FONTE: https://unifor.br/-/mercosul-e-uniao-europeia-entenda-o-novo-acordo-comercial-e-seus-possiveis-impactos-no-ceara E https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/o-que-esta-em-jogo-entre-mercosul-e-ue-entenda-principais-pontos-do-acordo/



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