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Giro da Importação: os principais acontecimentos do terceiro trimestre de 2026

6 de out.
2 min de leitura

O terceiro trimestre de 2026 foi marcado por mudanças importantes no comércio exterior, com impactos sobre custos, tarifas, fluxos de mercadorias e relações comerciais. No Brasil, as importações mantiveram trajetória de crescimento: no acumulado de janeiro a agosto, avançaram 6,1% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando US$ 195,54 bilhões. O resultado reforça o ritmo de movimentação do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.


No cenário internacional, a China manteve forte ritmo no comércio exterior. Entre janeiro e agosto, o comércio de bens do país cresceu 17,6%, com as importações avançando 22% e as exportações, 14,6%. O desempenho mostra a força do mercado chinês tanto como grande comprador quanto como fornecedor global, mantendo o país como um dos principais centros das cadeias internacionais de produção e abastecimento.


Outro destaque do trimestre foi o tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em julho, foram anunciadas sobretaxas adicionais de 25% e 12,5% sobre determinadas exportações brasileiras, medidas que aumentaram a pressão sobre empresas que atuam no mercado norte-americano e trouxeram mais incertezas para o comércio internacional. Segundo o MDIC, as medidas combinadas alcançaram cerca de 23,1% das exportações brasileiras aos Estados Unidos.


Na logística internacional, os custos também ganharam destaque. O frete marítimo entre China e Brasil chegou à faixa de US$ 10 mil por contêiner, diante de valores de aproximadamente US$ 2 mil a US$ 3 mil em condições consideradas normais. O cenário foi influenciado por conflitos geopolíticos, preços de energia e alterações nas principais rotas marítimas. Em setembro, o fluxo pelo Estreito de Ormuz chegou a níveis bastante reduzidos, com apenas nove passagens de navios de carga registradas em 24 de setembro, abaixo da média de cerca de 18 nos dez dias anteriores.


Ao mesmo tempo, o trimestre trouxe avanços nas relações comerciais do Brasil. Em agosto, entrou em vigor o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e Singapura, ampliando as possibilidades de acesso a mercados e estabelecendo regras para a redução de tarifas. Já em setembro, o Acordo Mercosul-Egito chegou à etapa final de desgravação tarifária prevista para aproximadamente 9.800 linhas tarifárias. Em um cenário internacional de constantes mudanças, acompanhar esses movimentos é fundamental para identificar novos caminhos para o comércio exterior.


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