Acordo Mercosul-UE entra em vigor e amplia oportunidades no comércio internacional
- 29 de abr.
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Acordo UE e Mercosul entra em vigor em maio e abre nova fase para pequenas e médias empresas no comércio internacional
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor em maio após mais de duas décadas de negociações e passa a redefinir a dinâmica do comércio entre dois dos maiores blocos econômicos do mundo. A parceria envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos 27 países da União Europeia, formando um mercado com cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões.
Com a entrada em vigor, inicia-se um processo de redução e eliminação gradual de tarifas de importação. A União Europeia deverá zerar impostos sobre até 95% dos produtos originados do Mercosul em um período de até 12 anos, enquanto os países sul-americanos eliminarão tarifas sobre aproximadamente 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já na primeira fase, milhares de produtos brasileiros passam a ter acesso com tarifas reduzidas ou zeradas, especialmente nos setores industriais, agrícolas e de matérias-primas.
As pequenas e médias empresas ganham destaque no tratado não apenas pelo potencial de expansão comercial, mas também pelas medidas voltadas à facilitação de acesso à informação e redução de barreiras operacionais. O objetivo é ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior, historicamente concentrado em grandes corporações, tornando o processo de exportação mais transparente e acessível.
Setores como máquinas e equipamentos, alimentos, metalurgia, produtos químicos e bens industriais devem sentir os primeiros impactos positivos. A expectativa é que a redução de custos de entrada na Europa aumente a competitividade dos produtos brasileiros, fortalecendo a presença do país em um dos mercados mais exigentes do mundo.
Apesar das oportunidades, especialistas apontam que o avanço também exige atenção das empresas para requisitos técnicos, regras de origem e adequação regulatória. A adaptação estratégica será essencial para que pequenos e médios exportadores consigam aproveitar plenamente o novo cenário.



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